Breve vida!

Ask me!   Num corpo de homem, a alegria de um menino, acreditando ser a vida um poema sem fim e criado para ser feliz.

twitter.com/soigor:

    Mudar o Mundo!

Estrada da Cachoeira, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil.

    Mudar o Mundo!

    Estrada da Cachoeira, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil.

    — Há 3 semanas
    #niteroi  #rio de janeiro  #brasil  #muro  #graffiti  #arte  #mudar  #mundo 
    Senhores, sou um poeta…

    "Senhores,
    Sou um poeta, um multipétalo,
    Um uivo, um defeito.
    E ando com uma camisa de vento
    Ao contrário do esqueleto.
    Sou um instantâneo das coisas
    Apanhadas em delito de paixão.
    Sou uma impudência à mesa posta,
    De um verso onde eu possa escrever.
    Oh subalimentados do sonho,
    A poesia é para comer!”

    — há Há 3 semanas com 2 notas
    #Senhores sou um poeta  #Maria Bethania  #Maricotinha  #poesia 
    Auto da Compadecida

    frasesdelivro:

    Valha-me Nossa Senhora, Mãe de Deus de Nazaré!
    A vaca mansa dá leite, a braba dá quando quer.
    A mansa dá sossegada, a braba levanta o pé.
    Já fui barco, fui navio, mas hoje sou escaler.
    Já fui menino, fui homem, só me falta ser mulher.
    Valha-me. Nossa Senhora, Mãe de Deus de Nazaré

    Extraido do livro ” o auto da compadecida ” de Ariano Suassuna

    — há Há 3 semanas com 2 notas
    #litetatura  #Ariano Suassuna  #auto da compadecida  #filme  #livro  #brasil  #arte 

    vermelhogeladeira:

    Foi na aula de gramática que Osmar descobriu que seu nome era um erro de concordância nominal. Foi no litoral que livrou-se do S, livrou-se da gramática, livrou-se da roupa e do nome. Virou o mar. Libertou-se.

    — há Há 4 semanas com 34 notas
    #texto  #mar  #poesia  #prosa  #arte 
    "No pão-de-açúcar
    De cada dia
    Dai-nos, Senhor
    A poesia de cada dia"
    Escapulário - Caetano Veloso
    — há Há 1 mês com 4 notas
    #escapulario  #caetano veloso  #music  #brasil  #cultura 
    "

    Precisando de mais: sorrisos, abraços, sons da natureza, água na cabeça, pés descalços, pulmões abertos e mente livre.
    Corridas aleatórias, banhos de chuva, por-do-sol, gramas verdes, braços soltos, mãos de apertar, boca de beijar, ouvidos de finalmente ouvir. Percepção! Tato, olfato e paladar.

    Sei que é pedir muito, mas não custa focar. Aos poucos vou alcançando cada meta, e em um momento todas estarão juntas, como idealizado. Meus momentos! Minhas loucuras!

    "
    SoIgor
    — há Há 1 mês com 1 nota
    #SoIgor  #pensamento 
    "O querer, sem querer, sem vontade mas com vontade é a dualidade do ser humano; é inato nele. É carência sem carecer. O que fazer? Nada! Seja você e viva, mas viva pra ser feliz e não para magoar! Não! Não é simples"
    SoIgor
    — Há 1 mês
    #soigor  #pensamento 
    Aahhh…!

    Abro bem a boca
    Puxo o ar com força e nada acontece
    Tá tudo travado, ficou complicado
    Daqui a pouco estouro feito um balão
    Se o ar que vem do meu pulmão não é suficiente
    Eu tô sufocando, preciso falar
    Tá tudo tão rarefeito e eu longe de ser perfeito

    Sopro, apnéia, falta de ar…

    Aahhh…!

    Pitty

    — há Há 1 mês com 1 nota
    #Pitty  #musica  #Aahhh...!  #falta de ar  #texto 
    "Ando tão à flor da pele
    Que a minha pele
    Tem o fogo do juízo final"
    A Flor da Pele - Zeca Baleiro
    — há Há 1 mês com 1 nota
    #a flor da pele  #zeca baleiro  #music  #musica 
    Negro [O texto sem fim…]

    Não entendo o medo das pessoas quando vão descrever alguém e a chamam de “moreninha”, “mulata”, “morena fechada”. A título de achar que falar negra/negro estará sendo preconceituoso ou discriminador. Sou negro sim. Quando me perguntam a minha cor, minha origem, digo: “sou negro!”, e porque haveria de ter vergonha nisso?

    O antropólogo Roberto da Matta, em diversas reflexões sobre a sociedade brasileira, defende que “[…] a sociedade brasileira é relacional. Um sistema onde o básico, o valor fundamental é relacionar, misturar, juntar, confundir, conciliar. Ficar no meio, descobrir a mediação e estabelecer a gradação, incluir (jamais excluir). Sintetizar modelos e posições parece constituir um aspecto central da ideologia dominante brasileira” (1987, p. 117).

    O Brasil é plural, mas ainda não consegue enxergar essa sua característica com totalidade. Não há uma democracia plena, como bem relata Gilberto Freyre. De acordo com o “Censo 2010, 43,1% da população brasileira se declararam pardos, [e] 7,6% dos entrevistados se declararam pretos.”

    “Pela primeira vez na história brasileira, o número de cidadãos negros é 6,5% superior ao de brancos. Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), baseado em dados do IBGE, aponta que 97 milhões de brasileiros se declararam negros (pretos ou pardos) no último censo demográfico, ante 91 milhões de brancos. De acordo com os dados do Ipea, a população negra brasileira cresceu 29,3% nos últimos dez anos. Em 2001, 75 milhões de pessoas se declararam negras. Já o total de declarantes brancos se manteve praticamente inalterado.”

    A construção do Brasil, como apresentada por Gilberto Freyre na obra Casa-Grande & Senzala, mostra um novo “conceito” de Brasil. Um país construído pela diversidade, pelo plural e o sincrético. A professora e procuradora do DF, Roberta Fragoso, relata em seu artigo (A importância de Gilberto Freyre para a construção da Nação Brasileira – Parte II) que: “Na obra Casa-Grande & Senzala, Gilberto revelou a presença do negro em diversas facetas da nossa cultura, como na música, na dança, no vocabulário e na culinária. De igual maneira procedeu com os índios, explicando a origem do nosso hábito de dormir em redes, de se pintar, de tomar banho diariamente, bem como a valorização das ervas, da cor vermelha e dos remédios caseiros.

    A presença do negro, sócio-historicamente sempre foi marcante, mas sempre teve sua trajetória entrelaçada aos navios negreiros, a raça dominada. Pode ser maioria em número, mas é uma minoria sim. Consegue visualizar o quão ligada e presente é a cultura negra no país e ainda sim tão discriminada? Quem nascido nesse país, pode dizer que não tem o dito “pezinho na África”? A construção de um país igualitário se dará quando houver a percepção da desigualdade social que aflige nossa nação e a mudança virá a partir da nossa valorização, da busca pela auto-estima, do fim das “piadas” de negros (cheias de preconceitos subentendidos), do medo de ser parado pela polícia por ser negro, do medo de ser confundido com ladrão por está de boné e a noite sozinho; dos muitos medos que a sociedade te coloca inconscientemente por sua cor. Falo, porque vivi e vivo tudo isso. A valorização do eu, meu ser e minha cor, é que me dá a capacidade de me olhar no espelho, ver o negro que sou e saber que a minha história eu estou construindo, valorizando a minha raça. [Esse texto não tem fim…]

    “A memória, onde cresce a história, que por sua vez a alimenta, procura salvar o passado para servir o presente e o futuro. Devemos trabalhar de forma que a memória coletiva sirva para libertação e não para a servidão dos homens”. (LE GOFF, 1994, p.477).

    — Há 2 meses
    #Le goff  #memoria  #roberto da matta  #ibge  #negro  #brasil  #desigualdade